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Ser
Vegetariano
Ultimamente tenho me
dedicado a republicar no meu novo site os contos que escrevi durante os
anos. Mas hoje, analisando as coisas e aguardando o fim de ano, resolvi
escrever uma coisa nova, para entrar no clima. E também porque fazem
meses que não escrevo nada novo.
Sou pagão
e não comemoro o Natal, e de certa forma nem mesmo o ano novo (por que
para os pagãos o ano novo começa noutra época). Mas, como a egrégora
de fim de ano é forte, não deixa de representar um novo ciclo. Por
isso resolvi escrever sobre um tema que representa uma mudança muito
importante em minha vida e na qual me empenho para alcançar
definitivamente neste ano.
Ser
Vegetariano.
O mundo e
a humanidade já está suficientemente evoluída para não precisar mais
sacrificar os animais para matar a sua fome. Afinal, o mundo moderno já
descobriu que centenas de alimentos possuem as mesmas propriedades
necessárias ao nosso organismo que a carne possui . A soja é o exemplo
mais perfeito: possui a proteína, a mesma oferecida de útil pela carne
animal e ainda por cima pode curar diversas doenças e é menos agressiva e
sem toxinas (se um ser humano alimentar-se somente de carne nas 4
refeições do dia, morre intoxicado. Também a a carne leva dias para
ser eliminada do intestino e só sai de lá quando
apodrece. Sem contar que, mesmo tendo o homem alimentado-se de carne desde os
primordios, ainda sim o organismo não tolera a carne em sua
totalidade). Basta alguns minutos pela internet para descobrir
exatamente o que comer como alternativa à carne. Mas não quero me
prolongar sobre isso. A questão é:
O homem pode viver, e muito bem, sem precisar se alimentar de animais.
Peixe, gado, aves, tudo isso é superfluo e desnecessário. Afinal a
natureza nos fornece de tudo. Dezenas de vegetarianos famosos, como
Beethoven, Bob Dylan, Buda, Confúncio, Gandhi, Goethe, Khalil Gibran,
Lao Tsé, Leonardo da Vinci, Paul e Linda McCartney, Pitágoras, Platão,
Sócrates, Tolstoy, Voltaire (só para citar alguns) viveram a vida toda
muito bem sem a necessidade de carne. Descobriram que o sofrimento
animal é maior do que o luxo de seu estômago.
Alguns
dizem que tudo o que a terra nos fornece é presente dos deuses.
Concordo. Mas se a gente pode fazer algo para aliviar o sofrimento de
outras formas de vida, porque não fazê-lo? Será que o bife suculento
naquele almoço trivial vale as marretadas na cabeça de um boi? Aquele
delicioso peru ou frango vale a faca no pescoço da ave? O pernil vale o
pobre porquinho sendo escaldado vivo, com água fervendo sendo seu
ultimo fôlego de respiração pulmões adentro?
Não
faça com os outros o que você não quer que seja feito com você, é a
famosa frase. Não quero converter ninguém, mas conscientizar. E
se este texto tocar seu coração e decidir, como eu, tentar uma nova
atitude para 2.007, que tal começar, aos poucos? Refeição sim,
refeição não. Dia sim, dia não. Invente sua forma. Que tal amanhã?
Um dia inteiro sem carne, só para ver como é? Faça algo diferente. Os filhos de pessoas
vegetarianas não sentem falta da carne por nunca terem provado seu
sabor. E nós só estamos dependentes dela por costume e nada
mais.
Uma
pequena atitude, mesmo que aos poucos, pode ser capaz de fazer uma
grande diferença. A gente sempre espera mudar o mundo com a atitude dos
outros, sem saber que a mudança que tanto sonhamos está para
começar, a qualquer momento, com a gente, dentro da gente. Seja com
esta atitude, seja com outras.
A mudança é você e está em você.
Feliz
novo ciclo do ano de 2007.
Lisandro
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