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Livro Digital |
Quem precisa de jornal? -
26/04/2008
Já li numa
entrevista que os cds iriam deixar de existir por causa do download
em MP3. E uma empresa de TV a cabo, que deixou de produzir a
programação em revista para informá-la diretamente na própria tela,
me inspirou a escrever esse artigo.
Quem precisa de jornal ou revista de papel? Quem precisa ir até a
banca e levar para casa um monte de papel, cheio de notícias das
quais leremos apenas algumas páginas? Se hoje em dia temos tudo o
que precisamos na internet, não há mais a necessidade de adquirir
esse produto, esse é o fato. Todas as notícias, todas as
curiosidades, tudo está disponível on-line, hoje em dia.
Algumas vezes vejo reportagens interessantes, em revistas muito
interessantes, mas antes de comprar, pergunto: e se eu pesquisar
sobre isso na internet? Et voialá! Lá está o tema
interessante na internet, muitas vezes de forma ainda mais
abrangente. E as reportagens de jornal? Para quê? Basta abrir a
página principal de qualquer provedor e todas as notícias do dia
estão estampadas ali. "Mas e aquelas pequenas curiosidades do
dia-a-dia?", alguém pergunta. É verdade. Mas, por acaso, você saberá
de todas as curiosidades? De que adianta comprar aquele ou esse
jornal, se no fim você sempre estará deixando de fora o que os
outros jornais dizem?
Não se deixe levar. Saiba daquilo que você quer saber. Deixe de lado
todo o sensacionalismo barato e trágico que enche nossas manhãs
todos os dias e busque apenas aquilo que você deseja. Isso o ajudará
a filtrar o que irá colocar em sua mente, pois será inevitável ler
sobre esta ou aquela tragédia, que em nada mudará sua vida, se ler e
comprar um jornal ou revista. Particularmente, eu praticamente
deixei de comprá-los e até assisto menos noticiários, e minha vida
não mudou absolutamente nada. O que a vida do presidente americano
ou a cotação do dólar irá mudar em minha vida?
A internet é um universo onde você pode escolher o que lê, o que
ouve, o que vê. Num tempo onde ouvimos todos os dias que precisamos
respeitar o meio ambiente, preservar a natureza, poupar recursos
naturais, nada mais adequado do que isso. Está na hora de deixarmos
de lado o status e nos preocuparmos com o que realmente importa. O
hoje, o agora e o benefício futuro da humanidade e da Unidade.
Quanto ao fim definitivo do jornal, da revista, do CD, do livro,
nisso eu não acredito. Eu mesmo gosto de ter o CD de meu artista
preferido. E parece um paradoxo, com este artigo, mas de vez em
quando ainda compro uma ou outra revista, desde que me seja muito
especial; raramente, um jornal. Quanto aos livros, gosto de ler o
impresso em papel. Adoro o volume do livro, o folhear das páginas e
até mesmo o cheiro (cada louco com a sua mania).
Eu não sou contra a produção industrial e a utilização dos recursos,
desde que feita com bom senso e cuidado com o mundo. Também não fico
feliz quando empresas como o Grupo Los Angeles Times declaram
falência. São nossos irmãos no mundo. Mas o fato é o seguinte: o
mundo evolui. Tudo evolui. Quem não se adapta são aqueles que param
no tempo e não enxergam as idéias novas porque se acomodam e também
porque, antes de pensar no bem comum, pensam apenas no próprio
umbigo.*
Mas como não sofrer as consequências ante a globalização digital?
Quando tudo o que era necessário comprar está disponível
gratuitamente na internet? Ora. O exemplo está exatamente aqui, aos
olhos de você, que lê este artigo. O site
STUM é um site
100% gratuito, mas que conseguiu, com muito esforço, diga-se de
passagem, a sua subsistência. A partir daí, os grandes grupos que
tirem suas idéias (como o
Clube STUM, onde o usuário participa do site ativamente). Pois o
tempo não pára e muito do que existe se perderá, ou virará lenda.*
Retomando o assunto e para encerrar este artigo, com a internet
iremos reduzir incrivelmente a produção de todo esse lixo industrial
e deixar o mundo respirar, a partir do momento em que escolhermos
melhor o que consumimos e adquirirmos fisicamente somente aquilo que
nos é extremamente necessário, caro e especial. O que você faz pode
parecer pouco e pequeno, mas nunca será inútil. Um dia chegaremos
lá.
Lisandro
*
Hoje, 16/08/2009 (um ano e quatro meses após escrever este artigo)
me peguei pensando sobre o assunto, e achei que havia sido muito
duro ao escrevê-lo. Quis, inserindo estes parágrafos, deixar bem
claro que não tenho nenhum preconceito e absolutamente nada contra
os grandes meios de comunicação e produção de qualquer tipo de
mídia. E tentar ainda, apresentar uma solução (das muitas
existentes) para o problema.
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